Saturação não é o problema — falta de estratégia é: onde realmente investir em marketing em 2026
- Lucca Suassuna

- Apr 15
- 3 min read
Existe uma pergunta que todo empresário faz em algum momento: “Onde vale mais a pena investir em marketing hoje?”
A resposta mais comum costuma ser genérica: “depende do seu público”. Mas a realidade é mais estratégica do que isso.
Um estudo recente com 100 empresas trouxe um dado interessante: o nível de saturação dos principais canais de marketing digital. E os números ajudam a explicar por que muitos negócios sentem que estão “disputando atenção” sem conseguir se destacar.
No topo da lista estão os canais mais óbvios:
Paid Ads (96)
Facebook (93)
Instagram (92)
YouTube (86)
TikTok (85)
Ou seja: os lugares onde a maioria das empresas já está.
No outro extremo, aparecem canais com muito menos disputa:
LinkedIn (41)
Reddit (31)
X (22)
Podcasts (8)
E é aqui que começa a confusão estratégica.
O erro de interpretar saturação como “não vale a pena”
Muitos olham para esses dados e concluem rapidamente: “Então não vale a pena anunciar em Meta ou investir em Instagram.”
Mas isso é um erro.
Saturação não significa ineficiência. Significa disputa por atenção em um ambiente onde já existe demanda.
Os canais mais saturados são, justamente, aqueles onde:
Existe mais audiência
Existe mais intenção de compra
Existe mais volume de negócios acontecendo
Se ninguém estivesse vendendo nesses canais, eles não estariam saturados.
O que realmente muda é o custo de atenção
A saturação não elimina oportunidades. Ela aumenta o custo de competir.
Em canais como Meta Ads ou Instagram, você não compete apenas com empresas do seu segmento. Você compete com:
Grandes marcas
Infoprodutores
E-commerces
Negócios locais
Criadores de conteúdo
Isso significa que:
Criativos precisam ser melhores
Ofertas precisam ser mais claras
Estratégia precisa ser mais estruturada
Quem entra nesses canais sem preparo tende a sair rápido — e culpar o tráfego.
Canais menos saturados não são “atalhos mágicos”
Por outro lado, canais menos saturados parecem atraentes.
Menos concorrência. Mais espaço. Menor custo inicial.
Mas isso vem com um trade-off importante: menor volume de atenção disponível.
Podcasts, por exemplo, têm baixíssima saturação — mas também exigem:
Mais tempo de produção
Mais consistência
Mais paciência para gerar resultado
LinkedIn pode ter menos competição, mas também exige um tipo específico de comunicação e construção de autoridade.
Ou seja: não existe canal “fácil”. Existe canal adequado ao seu momento e à sua estratégia.
A lógica estratégica por trás da escolha
A decisão não deveria ser baseada apenas em saturação. Deveria ser baseada em recursos disponíveis + objetivo do negócio.
Cenário 1: empresas com mais orçamento
Se você tem capacidade de investimento, faz sentido começar pelos canais mais saturados.
Por quê?
Porque ali está o maior volume de demanda.
Mesmo com maior concorrência, é possível:
Escalar mais rápido
Validar ofertas com mais velocidade
Gerar ROI mais previsível
Mas isso exige maturidade estratégica.
Cenário 2: empresas com orçamento limitado
Se o recurso é limitado, a lógica muda.
Em vez de competir diretamente nos canais mais disputados, pode ser mais inteligente:
Construir presença em canais menos saturados
Ganhar autoridade com menos concorrência
Criar base antes de escalar
Aqui entram estratégias como:
Conteúdo no LinkedIn
Produção de vídeo com menor concorrência
Distribuição orgânica inteligente
É uma estratégia de posicionamento antes de performance.
O verdadeiro problema: fazer o mesmo que todo mundo
Independentemente do canal, existe um padrão que explica por que muitas empresas não têm resultado:
Elas entram nos canais mais populares… Mas fazem exatamente o mesmo que todos os outros.
Mesma comunicação. Mesmos formatos. Mesmas promessas.
E depois se perguntam por que não se destacam.
O problema não é o canal. É a falta de diferenciação dentro dele.
O canal é só o meio — a estratégia é o que define o resultado
No fim, canais são apenas veículos.
O que realmente determina resultado é:
Clareza de oferta
Qualidade da mensagem
Entendimento do público
Consistência na execução
Uma empresa com estratégia sólida consegue performar bem até em canais saturados.
Uma empresa sem estratégia não performa nem em canais vazios.
Conclusão: não escolha o canal mais fácil, escolha o mais coerente
A pergunta certa não é: “Qual canal está saturado?”
É: “Onde eu consigo competir melhor com os recursos que tenho hoje?”
Porque marketing não é sobre encontrar espaço vazio. É sobre saber ocupar espaço de forma estratégica.
E quem entende isso deixa de correr atrás do “canal da vez”…
E passa a construir presença onde realmente faz sentido.

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