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ChatGPT Ads não é Google Ads: entender essa diferença pode definir o resultado das suas campanhas

Writer: agenciablumkt
agenciablumkt
Sep 28
3 min read

Quando o ChatGPT Ads começou a ganhar espaço, uma comparação surgiu quase imediatamente: “é como anunciar no Google Ads.”


A associação faz sentido. Diferentemente de plataformas como Instagram e TikTok, tanto o Google quanto o ChatGPT podem colocar uma empresa diante de alguém que está ativamente procurando informações ou tentando resolver um problema.


Mas existe uma diferença fundamental entre essas duas plataformas: no Google, pensamos principalmente em palavras-chave. No ChatGPT Ads, a lógica apresentada é baseada no contexto das conversas.


E entender essa diferença muda completamente a maneira como estruturamos uma campanha.


No Google Ads, tentamos prever o que alguém vai pesquisar

Imagine uma agência especializada em marketing para oficinas mecânicas.


Ao criar uma campanha de pesquisa no Google Ads, poderíamos trabalhar com termos como:

“agência de marketing automotivo”, “marketing para oficina mecânica”, “publicidade para oficina” ou “agência de marketing para oficinas”.


A lógica é relativamente simples: tentamos identificar quais pesquisas alguém com interesse em nosso produto ou serviço faria no Google.


Podemos utilizar ferramentas de planejamento, analisar volumes de pesquisa, descobrir novos termos e posteriormente acompanhar quais buscas realmente acionaram nossos anúncios.


A palavra-chave funciona, portanto, como uma ponte entre a necessidade do consumidor e o anunciante.


De palavras-chave para contextos de conversa

Uma pessoa raramente utiliza o ChatGPT exatamente como utiliza o Google.

No Google, alguém pode pesquisar:

“marketing para oficina mecânica”.


Em uma conversa com uma inteligência artificial, entretanto, essa mesma necessidade pode aparecer de maneira muito mais contextualizada.


O usuário poderia explicar que possui uma oficina, que já publica no Instagram, mas não consegue gerar clientes. Poderia perguntar como melhorar seus anúncios ou dizer que está procurando uma empresa para assumir seu marketing.


É justamente essa diferença que exige outra mentalidade do anunciante.


Em vez de simplesmente cadastrar expressões como “marketing automotivo”, podemos pensar em situações como:

“Dono de oficina mecânica procurando uma agência para cuidar do marketing.”

Ou:

“Oficina procurando profissionais para melhorar Google, Instagram, anúncios e geração de leads.”


Na prática, estamos muito mais próximos de construir uma persona

Esse talvez seja o ponto mais interessante para empreendedores.


Ao pensar nos contextos nos quais gostaria que sua empresa aparecesse, você inevitavelmente precisa responder perguntas estratégicas:

Quem é meu cliente?


Qual problema ele está tentando resolver?


O que provavelmente aconteceu antes de ele procurar uma solução?


Como ele descreveria esse problema?


Quais alternativas está considerando?


Em qual momento minha empresa poderia ajudá-lo?


Perceba que isso vai muito além de escolher algumas palavras relacionadas ao seu segmento.


Você começa praticamente a construir a persona dentro da própria segmentação.


Isso também muda a forma de pensar o funil

Considere uma oficina mecânica anunciando seus serviços.


Uma coisa é alguém conversar sobre:

“Como saber se está na hora de trocar o óleo?”


Outra é perguntar:

“Qual óleo devo usar no meu carro?”


E outra situação seria:

“Preciso encontrar uma oficina perto de mim para fazer a troca de óleo.”


O assunto é praticamente o mesmo.


A intenção, não.


No primeiro caso, existe uma necessidade predominantemente informacional. No último, temos alguém muito mais próximo de contratar um serviço.


É por isso que pensar apenas em termos relacionados ao produto pode ser insuficiente.


O desafio passa a ser identificar o contexto certo e o momento certo da conversa.


Google Ads e ChatGPT Ads podem ser complementares

Isso também significa que não precisamos pensar nessa discussão como “Google versus ChatGPT”.


As duas plataformas podem ocupar espaços diferentes na jornada.


No Google, temos décadas de comportamento de pesquisa e uma plataforma construída ao redor da intenção expressada por buscas.


No ChatGPT, surge a possibilidade de trabalhar com uma necessidade sendo explicada através de uma conversa.


Um captura a pesquisa.


O outro pode explorar o contexto que existe ao redor dela.


Para empresas, isso pode significar novas oportunidades de aquisição, mas também exige adaptação.


A vantagem estará em entender como seu cliente pensa

Existe uma tendência natural de tentar utilizar uma nova plataforma exatamente como utilizávamos a anterior.


Foi assim quando empresas levaram a lógica dos anúncios tradicionais para as redes sociais. E pode acontecer novamente ao simplesmente transportar listas de palavras-chave do Google para o ChatGPT Ads.


O principal insight desse artigo é justamente evitar esse erro.


A pergunta deixa de ser apenas:

“Quais palavras meu cliente pesquisa?”


E passa a incluir:

“Que conversa meu cliente estaria tendo quando minha empresa se tornasse uma solução relevante?”


Essa diferença parece pequena.


Mas ela obriga empreendedores e profissionais de marketing a conhecerem muito melhor os problemas, dúvidas, necessidades e linguagem dos próprios clientes.


E talvez essa seja uma das características mais interessantes dessa nova geração de publicidade: quanto melhor você compreender a conversa que acontece antes da compra, melhor preparado estará para participar dela.

 
 
 

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